Cinema nacional em alta! A partir de 29 de outubro, os cinéfilos poderão acompanhar nas telonas uma das histórias mais impressionantes de aventura e superação já vividas por um brasileiro.
100 Dias, novo filme de Carlos Saldanha, chega à Moviecom levando para o cinema a histórica travessia de Amyr Klink pelo Atlântico Sul.

Inspirado no livro Cem Dias Entre Céu e Mar, escrito pelo próprio navegador, o longa acompanha a jornada realizada por Klink em 1984, quando, aos 28 anos, tornou-se a primeira pessoa a atravessar sozinha o Atlântico Sul em um barco a remo. Foram quase 7 mil quilômetros entre Lüderitz, na Namíbia, e o litoral da Bahia.
Mas esse não é apenas um filme sobre uma travessia pelo oceano. Na tela, o desafio de enfrentar o mar também se transforma em uma jornada pessoal. Enquanto Amyr lida com a solidão, o medo e os limites físicos impostos pela expedição, a história mergulha em suas memórias, escolhas e relações familiares, especialmente no relacionamento com o pai, Jamil Klink.
Além de ter sua história levada ao cinema, Amyr Klink também faz uma participação especial em 100 Dias, interpretando o Comandante Ayres.

Conhecido mundialmente por animações como A Era do Gelo, Rio e O Touro Ferdinando, Carlos Saldanha assume uma nova aventura em sua carreira com 100 Dias.
O filme é o primeiro longa-metragem de ficção em live-action do diretor rodado inteiramente no Brasil, marcando também um reencontro do cineasta com suas raízes. Para Saldanha, contar a história de Amyr Klink acabou se tornando uma experiência pessoal.
“Enquanto contava a travessia do Amyr, percebi que também estava fazendo a minha. Uma jornada de volta às minhas raízes, à minha relação com o Brasil e, talvez, a uma parte de mim mesmo”, revela o diretor.
A escolha da história não é por acaso. Saldanha conheceu o livro Cem Dias Entre Céu e Mar ainda jovem e carregou a história consigo durante décadas até transformá-la em filme.

Interpretar alguém que realizou uma façanha tão específica exigiu muito mais do que caracterização. Filipe Bragança passou meses se preparando para viver Amyr Klink, buscando reproduzir não apenas a aparência do navegador, mas também detalhes de seus hábitos e conhecimentos.
O ator aprendeu a remar, treinou navegação com sextante, estudou a caligrafia de Klink e perdeu cerca de 11 quilos para se aproximar fisicamente do personagem na época da expedição. Ele também precisou trabalhar a maneira de usar a mão esquerda, já que Amyr é canhoto.
O cuidado chegou aos objetos utilizados na produção. A equipe buscou reproduzir elementos da expedição original, incluindo objetos que fizeram parte da rotina de Amyr durante a travessia.

Uma das curiosidades mais interessantes de 100 Dias está justamente nos bastidores.
Para recriar a sensação de estar no meio do Atlântico e realizar as cenas mais desafiadoras da travessia, a produção construiu um grande tanque em uma fábrica desativada em São Paulo. Tratores e sistemas de alta pressão ajudaram a criar ondas e jatos de água para reproduzir as condições do mar aberto.

O novo longa de Carlos Saldanha também ganhou atenção no cenário internacional antes mesmo de chegar oficialmente aos cinemas.
100 Dias foi um dos seis filmes brasileiros pré-selecionados pela Academia Brasileira de Cinema para representar o país no Oscar 2027, ao lado de A Fabulosa Máquina do Tempo, A Natureza das Coisas Invisíveis, Feito Pipa, Nosso Segredo e Vicentina Pede Desculpas.
A seleção final, porém, escolheu Feito Pipa, de Allan Deberton, como representante brasileiro na disputa por uma vaga na categoria de Melhor Filme Internacional.

Em 29 de outubro, prepare-se para embarcar nessa jornada e conhecer, na tela grande, uma das aventuras mais extraordinárias da história do Brasil com a estreia de 100 Dias.